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Releases / Lançamentos

  • Alimentando o mundo: o surgimento da moderna economia agrícola no Brasil
    Alimentando o mundo: o surgimento da moderna economia agrícola no Brasil

    Estudo dos professores Herbert S. Klein e Francisco Vidal Luna, Feeding the world, ganha tradução para o português

     

    ‘Alimentando o mundo: o surgimento da moderna economia agrícola no Brasil’, lançamento da FGV Editora em coedição com a Imprensa Oficial, explica como e por que a modernização agrícola ocorreu e como o Brasil evoluiu de exportador monopro­dutor de café para importante produtor agrícola do planeta, posicionado entre os cinco maiores do mundo.

     

    A ascensão do Brasil como potência agrícola pode ser considerada um dos eventos mais impor­tantes na história do mundo moderno. A partir de 1960, com o início desta evolução, o Brasil começou a mudar sua condição de im­portador e pequeno exportador para alcançar o posto de maior exportador líquido de alimentos do mundo atual, cuja a ausência neste mercado resultaria numa drástica redução na oferta de produtos para o planeta.

    Esse avanço à posição de potência mundial só ocorreu recentemente, pois até meados do século XX o Brasil tinha uma economia agrícola tradicional, utilizava tecnologia simples, sem máquinas e com uso constante de solos virgens como principal alavanca da agricultura - nos quais não se aplica­vam fertilizantes nem inseticidas -, atuava com mão de obra não qualificada, baixa produtividade e crédito agrícola irrisório.

    Um período crucial analisado pelos autores para esta “revolução” teve início com uma importante mudança nas políticas governamentais iniciada nos anos 1960 e fortalecida durante o regime militar (1964 – 1985), quando ocorreu vultosa injeção de capital no mundo rural e houve a intervenção direta do governo na comercialização de produtos agrícolas, além da criação da Embrapa, uma das maiores instituições de pesquisa agrícola do mundo, bem como de um programa nacional de mecanização agrícola e da modernização da indústria química.

    O impacto da retirada parcial do governo desse mercado nas crises dos anos 1980 e o impacto subsequente da adoção do livre-comércio nos anos 1990 também são pontos importantes desta análise, já que esses períodos de crise afetaram gravemente o setor agrícola e forçaram uma reorganização da comercialização e integração com novas fontes de crédito, o que beneficiou o crescimento robusto deste setor - paradoxalmente às dificuldades que a indústria nacional, principal preocupação dos governos até então,  passou a enfrentar com a abertura ao mercado mundial sem obter os mesmos êxitos.

    Atualmente, o Brasil possui uma agricultura comercial mecanizada, programas de pesquisa avançados e profissionais especializados, figura como grande consu­midor mundial de fertilizantes e inseticidas, além de ter acesso a crédito dos setores público e privado, o que proporciona uma competição justa e exitosa frente ao mercado mundial.

    Com uma avaliação panorâmica que possibilita uma análise sobre como e por que o Brasil tornou-se um produtor agrícola mundial, os autores demonstram que “esta revolução agrícola ocorreu e continua a evoluir sem a necessidade de expansão adicional das terras e do desmatamento da floresta pluvial. A mineração e a extração ilegal de madeira na Amazônia, embora sejam um grande problema para o Brasil e para o mundo, não são fundamentais para o setor comercial moderno da economia nacional.”

    A obra original ‘Feeding the World: Brazil's Transformation Into a Modern Agricultural Economy’ recebeu Menção Honrosa da Business History Conference dos Estados Unidos.

     

     

     

     

     

     

     

  • O Brasil sob reforma
    O Brasil sob reforma

    A Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EESP) organizou uma série de eventos com a participação de diversos professores e pesquisadores dedicados a discutir e debater ‘Propostas de reformas para destravar o Brasil’.

    Os resultados desse amplo debate, que contou com o envolvimento de diversos setores da sociedade, foram diagnosticados e apresentados por cada dos participantes, de acordo com seus campos de pesquisa, através de propostas eficazes para reformas necessárias.

    Transformadas em artigos sob organização do diretor da FGV EESP, professor Nakano Yoshiaki, essas propostas chegam ao alcance de todos os interessados com a publicação, pela FGV Editora, do ebook O Brasil sob reforma.

    Em um momento de crise econômica como o atual, o livro apresenta visões diversas, independente de linha ideológica, e promove a liberdade acadêmica e de livre pensar dos seus autores, que manifestam suas perspectivas e ideias sobre reformas necessárias.

    De acordo com o professor Vladimir K. Teles, que assina a introdução da obra, bem como seu primeiro capítulo, “o livro traz o objetivo de colaborar com propostas capazes de fomentar um desenvolvimento de um ambiente econômico-institucional mais consistente para propiciar à economia brasileira as condições para fazer um catch up às economias desenvolvidas.”

    O ebook está disponível no site da FGV Editora (fgv.br/editora), bem como na Amazon para aquisição direta no Kindle; na Apple, em seus dispositivos pelo iBooks; e na Google Play.

  • Favela: quatro décadas de transformações no Rio de Janeiro
    Favela: quatro décadas de transformações no Rio de Janeiro

    FGV Editora lança tradução do livro de Janice Perlman

    Favela: quarenta anos de transformações no Rio de Janeiro

    Janice estuda a história das favelas cariocas há cinco décadas. Sua pesquisa vem acompanhando seus moradores desde 1968.

    A antropóloga é reconhecida mundialmente entre os primeiros estudiosos a viver em favelas do Rio de Janeiro durante a realização de pesquisa de campo. Seus livros, artigos e entrevistas são referência para todos interessados no tema.

    Foi professora titular de Planejamento Urbano e Regional na Universidade da Califórnia, Berkeley e desde então dá aulas em diversas universidades pelo mundo. Janice ganhou os prêmios Guggenheim e Fulbright, entre outros. Ela possui um PhD em Ciências Políticas e Estudos Urbanos pelo MIT.

    Sua primeira obra, publicada no Brasil como O mito da marginalidade: favelas e política no Rio de Janeiro (Editora Paz e Terra, 1977) é um ponto de referência para acadêmicos, ONGs, autoridades e agências internacionais.

    Trinta anos depois, ela voltou ao Rio para realizar uma pesquisa longitudinal, seguindo as trajetórias de vida dos entrevistados originais, além de seus filhos e netos. Favela: quarenta anos de transformações no Rio de Janeiro, relata os resultados desse estudo intergeracional e narra as vidas e os destinos de centenas de residentes de favelas encontrados em seu livro seminal.

    A obra, publicada originalmente em inglês pela Oxford University Press, trata do processo da sociabilidade no Rio de Janeiro de 1968 a 2008 quando a questão urbana assumiu centralidade para a compreensão e resolução dos nossos problemas. Nesse período, as simbologias morro/asfalto; centro/periferia, e a cidade partida englobando todas essas, tornaram-se uma espécie de enigma da esfinge, desafiando todos nós a decifrá-lo ou sermos devorados pelas nossas contradições urbanas.

    Categorias como violência urbana, marginalidade, associativismo, trajetórias individuais e familiares são elementos que fornecem um quadro rico e complexo que torna-se uma referência importante a quem quiser estudar a própria cidade do Rio de Janeiro, e não apenas as suas favelas.

    O livro apoia, com as informações coletadas ao longo do tempo, os amplos movimentos que refletem a “cidade que queremos” e a publicação se dará num momento de extrema importância e de oportunidades para influenciar o debate atual. A professora Janice não só dá voz às pessoas e comunidades marginalizadas, mas também o faz com autoridade acadêmica. Este livro é o segundo volume da Trilogia Favela; Janice já está escrevendo o livro final, baseado na sua pesquisa realizada entre 2015 e 2019.

     

    O ebook também estará disponível para compras nas lojas da Amazon, iBooks, Google Play e Kobo.

    Lançamento

    A obra, que será publicada primeiramente em formato digital, terá um lançamento especial, com a presença da autora Janice Perlman num bate-papo com a jornalista Flávia Oliveira, o historiador Paulo Knauss e o economista e diretor do IPP Mauro Osorio.

    O evento, que comemora o aniversário de 455 anos da cidade, será no Instituto Pereira Passos (Rua Gago Coutinho, 52 – Laranjeiras), dia 4 de março, às 18h30.

    Na ocasião, a FGV Editora fará distribuição de código promocional para aquisição do ebook em seu site.

  • Acontecimentos políticos brasileiros pela ótica da imprensa
    Acontecimentos políticos brasileiros pela ótica da imprensa

    Editora FGV lança obra da historiadora Alzira Alves de Abreu sobre atuação da imprensa no cenário político durante 50 anos

    Ao longo dos anos, a imprensa apresentou fatos e acontecimentos que permitem, hoje, entender o que ocorreu e o que ocorre em nossa sociedade.

    A análise da historiadora Alzira Alves de Abreu sobre a atividade jornalística no período que vai dos anos 1920 até o final dos anos 1970, deu origem à obra Acontecimentos políticos brasileiros pela ótica da imprensa, que nos permite conhecer a relação entre imprensa e a história dos acontecimentos políticos brasileiros.

    A partir do episódio das “cartas falsas”, publicadas pelo jornal Correio da Manhã, em 1921, a autora examina o papel que a imprensa exerceu nesse episódio e permite entender algumas das características que marcaram a atuação dos jornais nos anos 1920 e as mudanças que eles sofreram ao longo das décadas seguintes.

    Durante os anos do Estado Novo (1937-1945), e em seguida o período Vargas de 1950 a 1954, ocorrem a criação de novos jornais e as transformações na imprensa brasileira. Durante os anos de Juscelino Kubitschek e a construção de Brasília, toma-se conhecimento da famosa reforma do Jornal do Brasil, que influenciou mudanças em vários jornais nesse período.

  • Belmonte: caricaturas dos anos 1920
    Belmonte: caricaturas dos anos 1920

    FGV Editora lança obra sobre o caricaturista Belmonte e sua atuação nos anos 1920

    A autora Marissa Gorberg analisa as caricaturas que o artista intelectual paulistano

    Belmonte publicou nas revistas cariocas Careta e Frou-Frou entre 1923 e 1927

     

    Após a I Guerra Mundial (1914-1918), o período convencionado como belle époque (1898-1914) ficara para trás, e os loucos anos 1920 despontavam com provocações e enfrentamentos inéditos.

    A imprensa periódica se afirmava como lugar privilegiado de construção de um mundo em ebulição. Instrumento crucial de comunicação, entretenimento e informação, as revistas de variedades ofereciam espaço privilegiado para que a caricatura registrasse uma gama variada de temas que parecem pertencer aos anos 2020: relações de gênero, feminismo, machismo, moda, androgenia, obsessão pelas aparências, fragmentação social, entre outros.

    Seus personagens e assuntos emergiam do cotidiano, exibindo e criticando comportamentos de forma leve e clara, com poder de síntese, capazes de alcançar o leitor comum que conseguia identificar em sua vida situações similares. Até por isso, crônicas e caricaturas demoraram muito a ser aceitas e valorizadas no mundo acadêmico, o que já não ocorre mais.

    No livro Belmonte: caricaturas dos anos 1920, Marissa Gorberg analisa a obra do cartunista e aponta as possíveis conexões entre traços biográficos e sua produção artística, situando Belmonte também no espaço do movimento modernista dos anos 1920 e identificando o personagem como um “fotógrafo” do cotidiano que, com seu olhar crítico, distorce, acentua traços com o intuito de fazer ver, de possibilitar alguma identificação e, principalmente através da ironia, assumir uma posição crítica.

    A análise da produção de um artista intelectual paulistano no Rio de Janeiro também exigiu da autora uma leitura mais focada na então capital da República, e todas as mudanças ocorridas na cidade naquele período, já que tratava do cotidiano de uma metrópole cosmopolita, ou que se pensava como tal, em estilo de vida, modos e costumes de sua elite.

    Nesta obra, publicada pela FGV Editora em comemoração ao centenário dessas produções dos loucos anos 1920, os retratos oferecidos por Belmonte podem ajudar a esclarecer muitos aspectos de nossa história social, flagrados pelo filtro da perplexidade que colocava em questão certas práticas e acontecimentos da época.

  • A museologia: história, evolução, questões atuais
    A museologia: história, evolução, questões atuais

    FGV Editora lança o livro A museologia

     

    A tradução da obra francesa de André Gob e Noémie Drouguet – La muséologie – chega ao Brasil pela FGV Editora para preencher a lacuna de obras atuais dedicadas à museologia.

    Disciplina emergente, a museologia se situa na interseção de diferentes domínios das ciências sociais e humanas: É sociologia quando se interroga sobre o lugar do museu na sociedade e analisa seus públicos. É pedagogia na medida em que se preocupa com a missão didática do museu. Participa plenamente das ciências da comunicação, contribuindo para o estudo da exposição como mídia específica. E está intimamente ligada à história pela dimensão patrimonial do museu.

    Ela se interessa pelo conjunto dos museus, qualquer que seja sua natureza, e tem afirmado seu lugar entre as disciplinas acadêmicas e alcançado uma posição importante como formação profissional.

    Com o objetivo de servir como uma introdução à museologia e também cobrir o amplo leque de pontos de vista sobre o museu, o livro A museologia mostra a interdisciplinaridade desta matéria e destaca as condições de equilíbrio entre as diferentes funções que o museu é chamado a exercer no seio da sociedade.

    A abordagem dos autores permitiu renovar a visão da gestão dos museus e relatar os desenvolvimentos recentes em técnicas museográficas, particularmente as novas tecnologias.