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Releases / Lançamentos

  • História da imigração no Brasil
    História da imigração no Brasil

    FGV Editora lança obra sobre a história da imigração no Brasil

    Organizada por Luís Reznik, a coletânea traz estudos sobre os movimentos demográficos e deslocamentos migratórios internacionais e as políticas imigratórias do Estado brasileiro em eventos diversos, entre os anos de 1830 ao pós-Segunda Guerra Mundial.

    O tema da imigração ganhou renovado impulso pelas novas correntes migratórias que o Brasil vem recebendo, tanto dos países da América Latina como dos países africanos e asiáticos e, como usual, os temas do presente incitam a curiosidade sobre o passado, lançando novas luzes e outras abordagens.

    O livro História da imigração no Brasil, organizado por Luís Reznik e publicado pela FGV Editora, apresenta uma coletânea de artigos que discutem os contextos históricos em sua integridade, correlacionando-os com as políticas imigratórias do Estado brasileiro e com os movimentos demográficos e deslocamentos migratórios internacionais.

    Os estudos se concentram entre os deslocamentos ocorridos no século XIX, que inclui o período conhecido como Grande Imigração, e percorre as décadas seguintes até os anos de 1950 com a corrente migratória pós Segunda Guerra Mundial.

    Para marcar este lançamento, que possui artigos assinados por Rui Aniceto Nascimento Fernandes, Julianna de Oliveira, Fábio Koifman, Guilherme Cavotti Marques e Paula Ribeiro, Luís Reznik, que organiza a obra, se encontra em webinar no dia 15 de abril, com as professoras Marieta de Moraes Ferreira e Lená Medeiros de Menezes e o professor Paulo Cesar Gonçalves, que também assinam capítulos, para darem continuidade às conversas sobre os movimentos demográficos do Estado brasileiro em eventos diversos, que deram origem à obra.

     

    História da imigração no Brasil

    Organizador: Luis Reznik

    Impresso: R$46,00

    Ebook: R$33,00

     

    Webinar: Bate-papo e lançamento do livro

    Dia 15 de abril – 18h

    Canal FGV no Youtube

     

  • O elo perdido: cultura, produtividade e competitividade
    O elo perdido: cultura, produtividade e competitividade

    FGV lança o livro 'O elo perdido: cultura, produtividade e competitividade'

    A obra é uma síntese de duas décadas de pesquisas e consultorias em gestão da cultura e produtividade em grandes empresas no Brasil

    A Editora FGV, em parceria com a Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (FGV EBAPE), lança o livro ‘O elo perdido: cultura, produtividade e competitividade’, no dia 29 de março. Depois de duas décadas dedicadas a atividades de pesquisa aplicada, consultoria em cultura, fatores humanos da competitividade e gestão de riscos, os organizadores da obra, Carmen Migueles e Marco Tulio Zanini, apresentam a conclusão dessa experiência de trabalho. A gestão da cultura é o elo perdido que conecta o potencial do Brasil como nação à sua capacidade de produzir riquezas.

     

    Há uma grande interrogação sobre o Brasil: temos abundantes riquezas naturais, uma grande quantidade de pessoas com excelente qualificação, mas amargamos posições ruins nos rankings globais de competitividade, produtividade e inovação. Como isso é possível?

    Buscando responder a essa questão, o livro é o resultado da pesquisa que tenta compreender e desvendar o enigma da baixa competitividade do Brasil no cenário global e a dificuldade de resolver problemas internos às organizações que se apresentam como entraves à prosperidade. É a busca pelo “elo perdido” que possa conectar o potencial do Brasil como nação à capacidade de produzir riquezas.

    A grande contribuição da obra é identificar os elementos da cultura que explicam as dificuldades históricas do Brasil em ocupar um lugar dentre as economias mais desenvolvidas. Há uma desconexão entre o potencial do país, considerando seus recursos (naturais, humanos), e a sua capacidade produtiva. Fala-se muito em inovação e geração de valor, mas existe grande dificuldade para coordenar ações coletivas e promover o associativismo, quando nos comparamos com outros países desenvolvidos.

    O Elo Perdido traz essa reflexão essencial para ocuparmos uma posição melhor nos rankings de competitividade, produtividade e inovação. Está nas empresas e na atividade empreendedora a capacidade de promover uma mudança sustentável em direção à maior competitividade e produtividade.

    Para marcar este lançamento, a Editora FGV organiza um bate-papo sobre o livro. O evento vai contar com as presenças dos mestres em Gestão Empresarial pela EBAPE/FGV, José Roberto Vieira de Resende, Alexandra Lauro de Paiva e Grace Aparecida de Oliveira Melo; e do Professor colaborador EBAPE/FGV José Mauro Gonçalves Nunes. Para moderar o debate, participam os organizadores da obra, Carmen Pires Migueles e Marco Tulio Zanini.

     

    O elo perdido: cultura, produtividade e competitividade

    Organizadores: Carmen Pires Migueles e Marco Tulio Fundão Zanini

     

  • General Villas Bôas: conversa com o comandante
    General Villas Bôas: conversa com o comandante

    Apresentação da obra por Celso Castro.

    Este livro é resultado da edição e posterior revisão de aproximadamente 13 horas de entrevistas que realizei com o general Villas Bôas, ao longo de cinco dias: 7, 8, 9 e 12 de agosto, e 4 de setembro de 2019.
    As entrevistas foram feitas em sua residência, em Brasília.
    Antes de sua realização, já conhecia o general, porém havia me encontrado rapidamente com ele em apenas três ocasiões, por motivos diversos. Nunca havíamos conversado a sós, nem sobre a possibilidade de uma entrevista. A notícia de que ele estava disposto a me conceder uma entrevista me foi transmitida pelo presidente da
    FGV, Carlos Ivan Simonsen Leal, cerca de uma semana antes de realizarmos
    a primeira sessão. Embora o general conhecesse alguns de meus livros e soubesse de minha longa experiência de pesquisa sobr a instituição militar no Brasil, a ideia da entrevista e a concordância em fazê-la seguiram uma via institucional. A entrevista, desde o início, foi vista como uma iniciativa da FGV para registrar suas memórias,
    a exemplo de tantas outras já feitas pelo seu CPDOC (Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil), no qual trabalho há mais de três décadas.
    Um aspecto importante a ser destacado refere-se às condições em que a entrevista foi realizada. Como é público, o general sofre de esclerose lateral amiotrófica (ELA), grave doença degenerativa, ainda sem cura e de causa desconhecida, que afeta o sistema nervoso, levando a uma paralisia motora progressiva e irreversível. Quando a
    entrevista foi realizada, a doença já lhe havia tirado a capacidade de movimentar-se. Além disso, ele necessitava de um equipamento de respiração permanentemente ligado, o que dificultava sua fala. Por esse motivo, ocasionalmente tínhamos de fazer breves interrupções durante as sessões, e os dias, horários e duração das entrevistas tiveram de se ajustar à agenda de cuidados médicos do general.
    Apesar dessa severa limitação física, o general estava com sua capacidade intelectual totalmente preservada e muito disposto a falar sobre sua vida. A dedicação que deu à entrevista, apesar das limitações físicas, foi impressionante. Um dos desdobramentos futuros da doença seria justamente a perda da capacidade de falar. Isso explica a urgência da entrevista: o curtíssimo tempo que tive entre a notícia de que ele gostaria de dar seu depoimento, o preparo do roteiro, as gravações, a transcrição e a edição em livro.
    A entrevista seguiu o modelo de uma história de vida, indo desde as origens familiares até o presente. Havia um interesse óbvio de falarmos sobre o período de quase quatro anos em que o general Villas Bôas foi comandante do Exército Brasileiro (5 de fevereiro de 2015 a 11 de janeiro de 2019), marcado por eventos decisivos e definidores da atual conjuntura política, como o segundo governo de Dilma Rousseff, seu impeachment, a assunção de Michel Temer à presidência, a prisão do ex-presidente Lula, as eleições de 2018, a eleição e o início de governo de Jair Bolsonaro. Decidi, contudo, não deixar de lado a narrativa de meu entrevistado a respeito de seus anos de formação, das experiências que teve ao longo da carreira militar e de suas ideias sobre o Exército e o país em geral, pois creio que são importantes para a compreensão mais densa de sua trajetória de vida e de suas ações.
    Diante das limitações já mencionadas, e de opções que tive de assumir durante o processo de entrevista, algumas passagens de sua vida foram tratadas de maneira mais rápida do que mereceriam. Ao final, contudo, ficamos com a sensação de que cobrimos de forma razoável os principais temas e conversamos sobre o que de mais relevante o general quis registrar como suas memórias.
    Desde o início já se pensava em transformar a entrevista em livro.
    Por esse motivo, a gravação foi transcrita e, em seguida, editada por mim em formato de livro. Na edição, procurei preservar a oralidade do texto, fruto de uma longa conversa. Busquei apenas tornar a leitura mais fluente, basicamente com a supressão de alguns vícios de linguagem e a junção de trechos que desenvolvessem, separadamente, as mesmas ideias. A ordem e o conteúdo das entrevistas, todavia, foram preservadas no que tinham de essencial, mantendo fidelidade ao que
    o entrevistado quis dizer.
    A versão por mim editada da entrevista foi enviada ao general Villas Bôas no final de setembro de 2019. Ele havia pedido para revê-la antes que déssemos continuidade ao processo editorial. Recebi de volta a versão revista no dia 5 de maio de 2020. Nesse intervalo de sete meses, encontrei-me com o general apenas uma vez, brevemente,
    no lançamento do Instituto Villas Bôas, em Brasília, dia 4 de dezembro de 2019. Ele já havia perdido a capacidade de falar, porém seus familiares e amigos mais próximos disseram que ele estava se dedicando com prioridade total à revisão do livro. De fato, observando a versão revista, e tendo em conta que todo o trabalho teve de ser feito
    por meio de tecnologias assistivas, às quais ele teve de se adaptar rapidamente,
    é possível constatar quão grande foi essa dedicação.
    Como resultado, o texto cresceu cerca de 30% em tamanho. O general incluiu a menção a vários casos e personagens de sua vida, principalmente na primeira metade do livro. Foram mantidas minhas perguntas, a estrutura de capítulos que eu havia montado e as notas explicativas, porém a revisão diminuiu a dose de oralidade característica das entrevistas, tornando o texto em geral mais formal.
    O livro, em sua versão final, deve ser visto, portanto, menos como uma transcrição literal da entrevista do que como um texto desenvolvido a partir dela. Contudo, o essencial de seu depoimento original foi preservado, acrescido da menção a alguns eventos e personagens, além de ter passado por alterações que buscaram, muitas vezes, desenvolver ideias que estavam apenas esboçadas.
    O mais importante é que temos, afinal, o que o general Villas Bôas quis deixar registrado como suas memórias a respeito de sua trajetória de vida, de suas ideias sobre a realidade nacional e de como vivenciou eventos políticos decisivos. Espero que o livro, enquanto uma fonte documental inédita, contribua para uma melhor compreensão sobre a história recente do Brasil, na visão do comandante de uma de suas instituições mais importantes.

  • Brasil em projetos: história dos sucessos políticos e planos de melhoramento do reino: da ilustração portuguesa à Independência do Brasil
    Brasil em projetos: história dos sucessos políticos e planos de melhoramento do reino: da ilustração portuguesa à Independência do Brasil

    FGV Editora lança o primeiro volume da coleção ‘Uma nova história do Brasil’

    A obra ‘Brasil em projetos: História dos sucessos políticos e planos de melhoramento do reino. Da ilustração portuguesa à Independência do Brasil’, do historiador Jurandir Malerba, oferece uma síntese da história do Brasil desde Reformismo Ilustrado até a Independência, a partir dos projetos traçados para o Brasil.

     

    Este livro trata da história dos planos, ideias, sistemas e projetos para o Brasil formulados pelas capas dominantes e dirigentes da administração portuguesa nas décadas que precedem a independência brasileira.

    Numa escrita dinâmica e fluida, e ao mesmo tempo consistente, Malerba analisa, interpreta e confere sentido a eventos, estruturas e visões de mundo de toda uma época. Ao longo da obra, alguns personagens ganham protagonismo na composição do enredo, restituídos na   complexidade de suas ideias e ações.

    Com as ferramentas teóricas de que dispunham, ideólogos e reformadores como D. Rodrigo de Sousa Coutinho, José da Silva Lisboa (visconde de Cairu) e José Bonifácio de Andrada e Silva, todos herdeiros intelectuais do Marques de Pombal e leais vassalos da Coroa Portuguesa, fizeram minuciosos diagnósticos dos problemas do Reino, e, a partir deles, elaboraram diversos planos para sua solução, sem poder antecipar que aquelas mesmas propostas viriam servir o novo país independente.

    As discussões, disputas e propostas formuladas e travadas por esses ideólogos e tantos outros homens em torno do destino do país repercutiam as ideias da ciência moderna e do liberalismo econômico, com vistas a “organizar” a sociedade, sua população, seu ordenamento jurídico-político; a ocupação do território e formas mais racionais de exploração de riquezas naturais e da força de trabalho; a produção econômica e a educação formal e técnica de jovens e adultos, além de potenciais modos de inserção na geopolítica e na economia-mundo antes mesmo de o Brasil tornar-se Brasil.

    Muitos desafios da agenda política, econômica e social que urgia nos últimos anos do Brasil na condição colonial e dos primeiros como país independente atravessaram dois séculos sem solução, e aquela agenda ainda reverbera ruidosamente nos dias atuais.

    Com prefácio do jornalista e biógrafo Lira Neto, esta obra publicada pela FGV Editora busca contar a história do Brasil de uma forma nova e acessível e ao mesmo tempo com o rigor acadêmico que evoca o nome de seu autor, Jurandir Malerba.

    Do prefácio de Lira Neto destacamos o seguinte trecho que bem define esta obra: “Entre tantos outros méritos, a presente obra cumpre funções capitais. Escrever com profundidade para leitores não necessariamente situados dentro da universidade é uma delas. Outra é conclamar os historiadores profissionais a elevar o nível do debate público, unindo o saber científico à participação. Por fim, a terceira — e talvez a mais importante —, demonstrar ao mercado editorial e aos profissionais de mídia que é possível oferecer um produto de qualidade que busque democratizar o conhecimento e, ao mesmo tempo, respeite a inteligência do leitor.”

    Para marcar este lançamento, o autor da obra, Jurandir Malerba, o autor do prefácio, Lira Neto, e as historiadoras Wlamyra Albuquerque, Heloisa Starling e Marieta de Moraes Ferreira se encontrão no dia 2 de outubro, às 18h, para um bate-papo sobre o Brasil e sua história.

     

    Brasil em projetos: História dos sucessos políticos e planos de melhoramento do reino. Da ilustração portuguesa à Independência do Brasil

    Jurandir Malerba

    Impresso em Novembro/2020

    Coleção: Uma nova história do Brasil

     

  • Gestão escolar no Brasil
    Gestão escolar no Brasil

    FGV Editora lança livro sobre Gestão escolar no Brasil

    Novo livro pretende ampliar a discussão sobre temas estratégicos ao desenvolvimento da educação no Brasil

     

     

    O livro Gestão escolar no Brasil, publicado pela FGV Editora, vem a público em momento opor­tuno e necessário.

    A iniciativa do Centro de Desenvolvimento da Gestão Pública e de Políticas Edu­cacionais (FGV/DGPE) foi pensada para atender estudantes e profissionais do campo da gestão escolar, sobretudo professores que ocupam as funções de direção e coordenação de escolas.

     

    As autoras Sofia Lerche Vieira, Eloisa Maia Vidal e Jaana Flávia Fernandes Nogueira apresentam, de forma didática, informações essenciais e aprofundam reflexões es­tratégicas para a compreensão dos desafios envolvidos na tarefa de promover uma gestão voltada para a aprendizagem das crianças e dos estudantes de toda a educação básica. A obra traz um aprofundamento da análise no campo da política educacional, oferecendo uma contribuição oportuna e estratégica ao enfrentamento dos grandes desafios dessa esfera de atuação.

     

    As considerações iniciais do livro são apresentadas em uma introdução que, de modo sucinto, aborda a organização geral da obra. Na sequência, são aprofundados os temas do planejamento e da gestão escolar, além da questão da gestão pedagógica, tendo como temas centrais a proposta pedagógico-curricular da escola.

    A gestão relacional - expressão que abrange a gestão de pessoas, a gestão democrática, a relação esco­la/família/comunidade e a participação e parcerias externas - também faz parte desse estudo; bem como a gestão administrativo-financeira, tema relevante por favorecer a organização da escola para que os aspectos centrais possam ocorrer de modo adequado.

    Outro tema estratégico à gestão escolar contemporânea dis­cutido no livro é a gestão de indicadores educacionais.

    Assim, a contribuição para a formação de gestores comprometidos com o pleno funcionamento administrativo da escola e com sua função social na promoção da aprendizagem de saberes, competên­cias e habilidades de todos os estudantes é o foco desta obra.

    Para marcar o lançamento do livro no formato digital, com versão impressa em breve, a FGV Editora promoverá um webinar com a participação das autoras, além do Deputado Federal Antonio Idilvan de Lima Alencar, convidado especialmente para o evento, que terá a mediação do professor e diretor do FGV/DGPE, José Henrique Paim.

     

    O evento será dia 3 de setembro, às 14h, com transmissão pelo Canal da FGV no Youtube.

  • Gestão pública e saúde
    Gestão pública e saúde

    Editora FGV lança livro sobre gestão pública e saúde

     

    Diferenças e semelhanças entre as gestões pública e privada, corrupção, gestão pública e desafios e novas propostas para o SUS são tratados na obra de Ricardo de Oliveira

    A Editora FGV lança o livro Gestão pública e saúde, do especialista em planejamento de saúde, Ricardo Oliveira, que chega ao mercado em momento mais que oportuno. Uma crise mundial na saúde, provocada pelo novo coronavírus, chamou a atenção para a necessidade de termos sistemas de saúde sólidos e resilientes no mundo.

     

    A motivação para o livro surgiu das grandes manifestações popula­res, iniciadas em junho de 2013, quando a população cobrava melhoria dos serviços públicos, e do advento da Operação Lava-Jato, em 2014, com os escândalos de corrupção. O autor baseou o livro em sua passagem como secretário estadual de Saúde do Espírito Santo, entre de 2015 e 2018. Nele, apresenta suas experiências, visões e alternativas sobre o sistema de saúde brasileiro.

    Nos capítulos iniciais da obra, Ricardo Oliveira demonstra as diferenças entre a administração pública e a privada na saúde, a começar pela distinção das suas finalidades. Reflete ainda sobre as semelhanças que devem ser almejadas, como a maior eficiência na gestão pública, inspiradas nos modelos de gestão do setor privado.

    A partir da sua experiência, Ricardo debate questões relativas à gestão da saúde pública. O autor entra em defesa do SUS, que, como aponta, possui problemas que devem e podem ser solucionados com uma gestão mais eficiente. Para ele, superá-los depende de uma visão do conjunto dos problemas de assistência à saúde e de gestão. Além da unidade política entre o Ministério da Saúde, estados e municípios, para liderar e sustentar esse processo de melhoria, é preciso mobilizar os conselhos de classe, Poder Judiciário, Ministério Público, De­fensoria Pública e organismos que defendam os interesses dos usuários. Melhorar o SUS, de acordo com o autor “trata-se de uma tarefa coletiva, que envolve interesses de toda a sociedade”.

    As mazelas do Sistema vão além da corrupção e da má gestão. Ricardo aponta ainda o crescimento acelerado da judicialização da saúde, principalmente nos últimos cinco anos, e a necessidade de conter esse avanço e reduzi-lo a um nível aceitável. Em uma linguagem direta e prática, Gestão pública e saúde demonstra que as deficiências podem ser solucionadas numa ação articulada de curto, médio e longo prazos, que ultrapassa gestões governamentais.

    De acordo com o prefácio da obra, assinado pelo especialista Eugênio Vilaça MendesO SUS não é um problema sem solução; o SUS é uma solução com problemas”, e Ricardo de Oliveira nos aponta propostas para enfrentá-los.

     

    Para marcar este lançamento, o autor da obra, Ricardo de Oliveira, o economista Armínio Fraga e a médica e pesquisadora da UFRJ, Lígia Bahia, se encontrarão dia 13 de outubro para um bate-papo sobre as questões relacionadas aos problemas e possíveis soluções da gestão pública da saúde no Brasil.